Lançamento do Livro Curta Poesia – Lei Aldir Blanc

Lançamento do Livro Curta Poesia – Lei Aldir Blanc

PROGRAM

AÇÃO COMPLETA

Processo criativo “ANATOMIA DO RISO”

Onde: Redes sociais do artista Jesus Angel Sulbaran Rivas @jesus.angel.sulbaran e pelas redes sociais da Galeria Útero @galeriautero

Exposição “O RISO COMO ATO DE RESILIÊNCIA”

Onde: Espaço Virtual da @lote84 e físico da Galeria Útero – Rua Cruz e Sousa, 84 – Praia dos Amores – BC

Data: 06/02/2021 Hora: 20h

AULA ABERTA de desenho com modelo e música ao vivo de William Fedrizzi. Onde: Galeria Municipal de Artes Visuais de Balneário Camboriú

Data: 21 de Fevereiro de 2021 Horario: 15h-19h

 

 

A resiliência substitui o sofrimento psicológico que a condição política e afetiva nos impõe a partir de uma construção social excludente e violenta. Rir nos tira de qualquer conjuntura opressiva, traumática, e nos liberta, mesmo que momentaneamente, de nossa inevitável condição humana, onde impera as contradições, a injustiça e o amor.

A espiritualização da matéria constitui o processo criativo. Dar alma e um discurso, criar uma estética e ponte é o que o artista Jesus Angel Sulbaran Rivas oferece em “ANATOMIA DO RISO”, primeira parte da programação de seu projeto aprovado pela Lei Aldir Blanc. Cinco vídeos foram produzidos pelo artista onde ele nos leva a adentrar a intimidade da construção de uma obra, ao mesmo tempo que nos apresenta seu principal tema de estudo: O PALHAÇO.

O palhaço está ligado ao mitologema do Louco, e por ser uma imagem que nos conecta ao redor do mundo em diferentes níveis e roupagens, ele nos toca profundamente. Ao performar nossa natureza mais instintual, ele nos faz rir e aos nos fazer rir nos cura, não somente porque alivia nosso sistema nervoso e contrai nossos músculos, mas porque nos desarma e desarmados podem sentir empatia pelo palhaço e consequentemente por nós mesmos e é essa a resiliência proposta pelo artista. Nos dias de hoje, o palhaço pode salvar vidas e nisso reside a importância desse projeto. Enquanto não integrarmos nosso palhaço interior, viveremos sem coragem de abrigar nossa parte ingênua capaz de provocar a leveza e inocência tão fortemente reprimidas em uma sociedade pouco habituada a deixar sua parte ‘inconsequente’ se expressar. Por isso nos conhecemos através da figura do palhaço e sorrimos e choramos ao nos emocionar com nosso próprio drama divino, tão bem interpretado por Jesus Angel.

Jesus Angel Sulbaran Rivas nasceu na cidade do sol em 1991 (Maracaibo, Venezuela), caçula de seis irmãos, foi incentivado pelos pais a estudar artes visuais na “Escuela De Artes Plásticas Julio Arraga” posteriormente entra em contato com as artes cênicas, participando como aluno das oficinas e atividades de ensino da “Escuela Municipal de Teatro e Circo de Maracaibo” onde participa pela primeira vez de uma oficina de Palhaçaria em 2007. Nos anos que se seguem, o artista se conecta com o mímico, a dança e o teatro, dando especial atenção ao estudo do corpo e suas diferentes expressões.

Artista de rua desde os 17 anos, em 2015 começa sua peregrinação pelo Brasil, performando e aperfeiçoando seu ofício pelos semáforos do Amazonas, Rio de Janeiro , São Paulo, Paraná e finalmente Balneário Camboriú, onde apresenta sua primeira exposição solo como pintor. “O Riso como Ato de Resiliência” acontece no dia 6 de Fevereiro na Galeria Útero, na Praia dos Amores. Também no mesmo encontro, Jesus Angel apresenta a performance I.PO. (intervenção poética), onde aborda o genocídio interminável da população indígena na América Latina. Essa incrível programação termina com uma aula aberta de pintura com modelo vivo ministrada pelo artista que vai estar acompanhado do multiinstrumentista William Fedrizzi.

Embora a palhaçaria, ou o Louco, seja a força motriz por trás de todas as manifestações artísticas, ela é subjugada, talvez por despertar no inconsciente do espectador, um espaço vulnerável, tão aberto que se torna assustador, por expor nosso próprio conteúdo interno que oscila entre a luz e a sombra. Talvez porque vemos o palhaço muitas vezes na rua e o confundimos com outros andarilhos de espírito livre e debochado. Qualquer que seja seu posicionamento na equivocada e imaginária hierarquia artística, o palhaço nunca passa despercebido e sempre nos toca o coração porque nos permite, mesmo que por poucos instantes, ressuscitar nossa criança interior que ainda nos clama por atenção.

“O processo criativo de cada artistas muitas vezes está extremamente ligado a sua própria  vida. Criamos o que vivemos, reproduzimos aquilo com o que estamos habituados de uma forma ou outra. Quando se começa uma obra, poderíamos afirmar que o nosso maior banco de referências está em nossas vidas. Primeiro vem a imagem, depois a palavra para entender intelectualmente a imagem, e isso leva ao suporte escolhido usando uma técnica, um método, que apreendemos em escolas ou de maneira empírica. Neste sentido vivemos no processo criativo e só nele morremos e renascemos como humanos e como artistas”.

– Jesús Angel Sulbaran Rivas.

O projeto conta com apoio do Centro de Estudos Contemporâneos – LOTE84 e curadoria de Luciana Siebert @iimpirika_jones

 

Texto: Luciana Siebert + Informações 47. 99996 2584

Matérias similares

No related posts found.